O nome dele é Guilherme, tem 22 anos e, apesar das dificuldades, luta contra um câncer com fé e o mais belo sorriso no rosto.

Guilherme Cunha Bueno é um jovem especial, tem 22 anos e desde o fim de 2019 está morando em Santa Rosa de Viterbo, interior de São Paulo.

Guilherme com o pai e a mãe.

Tânia e Carlos Henrique são os pais de Gui, que tem duas irmãs (Heloisa de 7 e Pietra de 1 ano). Todos estão abrigados na casa da tia/madrinha de Tânia, dona Zeldinha, no Jardim do Sol. A mãe de Tânia também veio para Santa Rosa para ajudar com as pequenas, pois tem semanas, que Tânia e seu marido, Carlos Henrique, precisam ficar de segunda a sexta em Barretos e não podem levar as meninas pequenas.

As paixões de Gui – suas irmãs Heloisa e Pyetra

Guilherme tem instagram (gui_da_hora_suave_beleza) e facebook (Guilherme Cunha Bueno) e os sorrisos são sempre largos e cheios de energia positiva. Apesar das limitações, a mãe e familiares dizem que ele ama as redes sociais, ama tirar fotos e o auxiliam quando necessário, mas é ele mesmo que escreve nas suas contas. Guilherme sempre foi bem assistido na escola que estudava em São Paulo onde aprendeu Libras (por ter uma limitação auditiva) e tudo que sabe, também onde fez seu melhor amigo, que diz ser seu irmão gêmeo – Gustavo. Eles se comunicam por webcam até hoje. O otimismo e a fé de Gui encantam e contagiam a qualquer pessoa.

Gustavo, o melhor amigo que estudava na mesma escola. Eles se comunicam pela internet.

Da descoberta do câncer para cá, Tânia e toda a família vem enfrentando muitas mudanças e provações, mas a fé continuou e continua inabalável. A família é católica e Gui leva a todos os procedimentos, desde um simples medicamento, até a sessão mais pesada de quimioterapia, um crucifixo que veio de Roma (ganhou de uma amiga de Tânia que teve um dos filhos gêmeos entre a vida e a morte e hoje está salvo) e uma Nossa Senhora Aparecida (ganhou do Padre Alex de Santa Rosa de Viterbo – que, segundo Tânia, depois de uma missa, disse ao Gui, ao saber da história dele que aquela Nossa Senhora esperava por ele). Gui pede para fazer uma oração antes até de uma simples injeção.

A mãe Tânia registrou esse momento de oração antes da primeira sessão de quimioterapia de Guilherme em Barretos, onde ele estava muito debilitado, mas com muita fé
Veja alguns clicks do Gui
A madrinha Zeldinha que abrigou todos em sua casa no Jardim do Sol e Santa Rosa de Viterbo

 

A prima Amanda que teve a ideia e ajudou a montar e divulgar a Vakinha – Ajuda para o Gui – https://www.vakinha.com.br/vaquinha/ajuda-para-o-gui-guilherme-da-cunha

 

As avós do Gui – sempre presentes.

 

O avô do Gui
Tânia nos conta um pouco de como tudo começou e o rumo que esta história tem tomado.

 

“No dia 27 de agosto de 2019, meu filho, Guilherme da Cunha Bueno, de 21 anos (até então), foi para escola como de costume pela manhã e no período da tarde para um curso no Senai, chegando lá, ele sentiu uma dor na região do abdome e ao verificar, percebeu o testículo direito inchado. Assim que ele chegou em casa levamos ele ao Pronto Socorro. Fez exames que não constataram nada além de uma infecção. Ele foi medicado e acompanhado por um urologista de confiança. Mesmo repetindo os exames o resultado era sempre igual, infecção. Como não melhorava, o doutor resolveu investigar a presença de tumor e para nossa surpresa, no dia 28 de setembro, descobrimos que meu filho, realmente, estava com um câncer.

Foi tudo muito rápido, em menos de uma semana ele retirou o testículo direito e fez exames para verificar se havia metástase. Infelizmente, com o resultado da biópsia descobrimos um Teratoma (agressivo) e nos exames de imagem já denunciavam múltiplos tumores secundários em seu pulmão. Ficamos arrasados mas sempre com esperança de cura. Ao consultar um Oncologista, descobrimos que a situação era mais grave do que imaginávamos, ela nos disse que era um câncer tratável, porém, sem chances de cura. Isso tirou completamente nosso chão.

Com um diagnóstico desses, resolvemos buscar um meio de cura para nosso menino. E encontramos um tratamento alternativo que nos dava chances de cura. Ficamos tão felizes e esperançosos, mas, infelizmente, 2 meses depois descobrimos que seus tumores triplicaram de tamanho, ficamos desesperados.

Meu marido, Carlos Henrique, lembrou da terapia celular feita no HC de Ribeirão e nos agarramos à isto como uma chance de cura. Pegamos as crianças, umas roupas e viemos para Santa Rosa. Viemos no dia 22 de dezembro de 2019 para ficar de favor na casa da minha madrinha, conhecida como Zeldinha, no Jardim do Sol. Conseguimos uma consulta no UPA em Ribeirão e iríamos começar um tratamento no HC, Mas, Deus quis diferente e dia 07 de janeiro recebemos uma mensagem confirmando uma consulta em Barretos, no Hospital de Amor, para o dia 10 de janeiro.

Neste dia 10 de janeiro percebi que a melhor decisão que tomamos foi vir para esta cidade. A consulta em Barretos foi uma verdadeira benção. A doutora que nos atendeu disse que nosso filho tinha grandes chances de cura, mas, que deveríamos começar o mais depressa possível o tratamento.

Quando começou a cair o cabelo – Guilherme precisou raspar a cabeça. O pai, Carlos não pensou duas vezes e raspou também – A mãe, Tânia, registrou o momento.

E dia 13 de janeiro ele iniciou o 1° Ciclo de quimioterapia, foram 5 dias seguidos com intervalo de 21 dias até o próximo ciclo e assim seguiu até o 4° e ultimo ciclo. Foi tudo indo bem, cada vez que íamos a uma consulta tínhamos boas noticias mas, infelizmente, quando os ciclos terminaram o seu marcador voltou a subir. Perdemos mais uma vez o chão. Mas os médicos de Barretos são diferenciados, eles não tiram nossas esperanças, eles lutam com a gente até o fim, então, conversando entre eles em equipe, resolveram fazer um tratamento mais agressivo ao tumor, um auto transplante de medula.

Quimioterapia com sorriso fica mais leve

Realmente é um tratamento pesado e tem chances de cura. Será tratamento internado e por ele ter limitações auditivas eu poderei ficar junto dele. Os dias de internação variam para cada paciente, serão de 15 a 20 dias e após isso ele terá um descanso de uma semana e depois interna novamente para fazer mais uma vez o mesmo processo, então, serão mais dias internados e após isso não poderemos voltar por um tempo (teremos que ficar instalados em Barretos por um tempo indeterminado), sua imunidade estará muito baixa e qualquer eventualidade deverá ser encaminhado as pressas para a equipe que o trata.

Nossa vida mudou da água pro vinho desde que descobrimos a doença, meu marido é caminhoneiro, mas desde o dia 16 de março não está tendo viagem por conta da pandemia, ou seja, não temos mais recursos para nossas viagens e permanência em Barretos e por isso minha prima e irmã cadastraram o Guilherme no aplicativo Vakinha Online para angariar algum valor para nos ajudar nos próximos meses pois não temos de onde tirar mais e também não sabemos quando este nosso pesadelo irá acabar. Não sabemos nem o valor que será gasto por nós até o final do tratamento, este processo é algo novo para nós, então, qualquer valor será muito bem vindo.

O valor que arrecadarmos será gasto apenas com necessário para nossa estadia até o final desses tratamentos, caso haja excedentes de valores, assim que tudo isso passar, vamos doar para o Hospital de Barretos que nos abraçou com tanto amor para que este gesto de carinho se expanda à outras pessoas que passam pelo mesmo que nós.

Guilherme, seis meses depois do tratamento iniciado em Barretos, ganhando peso e evoluindo.

Desde já, nós agradecemos à todos que puderem nos ajudar e também deixamos aqui nossa eterna gratidão aos que nos ajudaram até aqui. Não citarei nomes para não correr o risco de esquecer alguém mas a verdade é que Deus colocou verdadeiros anjos em nossas vidas e isso não tem dinheiro no mundo que pague. Mais uma vez obrigada à você que fez e faz parte dessa nossa história”, conclui Tânia.

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Jaque de Bem Autor

Jaqueline de Bem é jornalista por paixão, idealista de coração e amante da verdade. Ajudar o mundo a se comunicar de forma positiva e verdadeira é a sua missão nessa terra.