DENGUE – Declarada epidemia no Município, Santa Rosa de Viterbo não faz sorologia para doença desde o dia 16 de abril de 2020 – casos passam de 600.

Desde o dia 16 de abril de 2020 as pessoas com sintomas de dengue não fazem mais sorologia para confirmação da doença em Santa Rosa de Viterbo/SP.

Segundo Ana Maria da Silva Gouvea, Enfermeira do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Santa Rosa de Viterbo, o laboratório não está fazendo mais a sorologia e, neste momento de epidemia, a sorologia só é feita nos pacientes internados. Os casos em que as pessoas notificadas estão em suas casas são acompanhados pelo hemograma e pelos sintomas.

Ana Maria da Silva Gouvea, Enfermeira do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Santa Rosa de Viterbo.
“Isso acontece em todos os municípios. Temos o laboratório Adolfo Lutz de Ribeirão Preto como referência para este exame. Depois de um determinado número de casos a sorologia é suspensa, pois já se tem transmissão instalada no município. O acompanhamento e o encerramento dos casos, a partir da suspensão da sorologia, é feito pelo critério clínico epidemiológico”, afirma Ana Maria.

Apesar de não ser feita mais a sorologia em Santa Rosa de Viterbo, a enfermeira da Vigilância disse que a notificação não para, pois é necessário contabilizar os casos que tivemos, portanto.todos os pacientes devem continuar sendo notificados. Essa notificação e contabilização é feita para planejar e implementar ações, segundo a enfermeira. A última atualização foi em 08 de maio com 602 casos notificados, entre eles 230 confirmados e 88 descartados. O restante dos casos para fechar esse número (602), aguarda resultados de exames ou conclusão médica.

A dengue é uma doença perigosa e o jornal teve notícias extraoficiais de que pelo menos 3 casos estão sendo investigados como dengue hemorrágica, que é quando o quadro de dengue se agrava podendo levar a óbito.

É necessária a colaboração de todos limpando seus quintais e dos departamentos responsáveis da prefeitura, envolvendo as questão: fiscalizar, orientar e até multar pessoas que, por exemplo, não limpam seus terrenos. Em época de pandemia de COVID e epidemia de DENGUE, o poder publico e a população precisam ser parceiros e cada um fazer a sua parte.

“Nesse cenário de pandemia os agentes de controle de vetores tem recomendações da SUCEN de restrição a domicílio de pessoas idosas, há também recusa por outros munícipes, daí a necessidade da população em fiscalizar os seus próprios domicílios”, conclui a profissional da vigilância epidemiológica.

O que é dengue?

Dengue é uma doença febril grave causada por um arbovírus. Arbovírus são vírus transmitidos por picadas de insetos, especialmente os mosquitos. Existem quatro tipos de vírus de dengue (sorotipos 1, 2, 3 e 4). Cada pessoa pode ter os 4 sorotipos da doença, mas a infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para ele.

O transmissor (vetor) da dengue é o mosquito Aedes aegypti, que precisa de água parada para se proliferar. O período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, mas é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolver. Todas as faixas etárias são igualmente suscetíveis, porém as pessoas mais velhas têm maior risco de desenvolver dengue grave e outras complicações que podem levar à morte. O risco de gravidade e morte aumenta quando a pessoa tem alguma doença crônica, como diabetes e hipertensão, mesmo tratada.

Quais são os sintomas da dengue?

Os principais sintomas da dengue são:

  • Febre alta > 38.5ºC.
  • Dores musculares intensas.
  • Dor ao movimentar os olhos.
  • Mal estar.
  • Falta de apetite.
  • Dor de cabeça.
  • Manchas vermelhas no corpo.

No entanto, a infecção por dengue pode ser assintomática (sem sintomas), leve ou grave. Neste último caso pode levar até a morte. Normalmente, a primeira manifestação da dengue é a febre alta (39° a 40°C), de início abrupto, que geralmente dura de 2 a 7 dias, acompanhada de dor de cabeça, dores no corpo e articulações, além de prostração, fraqueza, dor atrás dos olhos, erupção e coceira na pele. Perda de peso, náuseas e vômitos são comuns. Em alguns casos também apresenta manchas vermelhas na pele.

Na fase febril inicial da dengue, pode ser difícil diferenciá-la. A forma grave da doença inclui dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes e sangramento de mucosas. Ao apresentar os sintomas, é importante procurar um serviço de saúde para diagnóstico e tratamento adequados, todos oferecidos de forma integral e gratuita por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

São sinais de alarme da dengue os seguintes sintomas:
  • Dor abdominal intensa e contínua, ou dor à palpação do abdome.
  • Vômitos persistentes.
  • Acumulação de líquidos (ascites, derrame pleural, derrame pericárdico).
  • Sangramento de mucosa ou outra hemorragia.
  • Aumento progressivo do hematócrito.
  • Queda abrupta das plaquetas.
Como é feito o tratamento da dengue?

Não existe tratamento específico para a dengue. Em caso de suspeita é fundamental procurar um profissional de saúde para o correto diagnóstico.

A assistência em saúde é feita para aliviar os sintomas. Estão entre as formas de tratamento:

  • fazer repouso;
  • ingerir bastante líquido (água);
  • não tomar medicamentos por conta própria;
  • a hidratação pode ser por via oral (ingestação de líquidos pela boca) ou por via intravenosa (com uso de soro, por exemplo);
  • o tratamento é feito de forma sintomática, sempre de acordo com avaliação do profissional de saúde, conforme cada caso.
Como prevenir a dengue?

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, eliminando água armazenada que podem se tornar possíveis criadouros, como em vasos de plantas, lagões de água, pneus, garrafas pláticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia – quando os mosquitos são mais ativos – proporcionam alguma proteção às picadas e podem ser uma das medidas adotadas, principalmente durante surtos. Repelentes e inseticidas também podem ser usados, seguindo as instruções do rótulo. Mosquiteiros proporcionam boa proteção para aqueles que dormem durante o dia, como bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos. No momento, só existe uma vacina contra dengue registrada na Anvisa, que esta disponível na rede privada. Ela é usada em 3 doses no intervalo de 1 ano e só deve ser aplicada, segundo o fabricante, a OMS e a ANVISA, em pessoas que já tiveram pelo menos uma infecção por dengue. Esta vacina não está disponível no SUS, mas o Ministério da Saúde acompanha os estudos de outras vacinas.

Fonte: saude.gov.br/saude-de-a-z/dengue

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Jaque de Bem Autor

Jaqueline de Bem é jornalista por paixão, idealista de coração e amante da verdade. Ajudar o mundo a se comunicar de forma positiva e verdadeira é a sua missão nessa terra.