Coronavirus – Se puder, fique em casa. Faça a sua parte. Vale para Santa Rosa.

Vale para Santa Rosa de Viterbo/SP, sim. Para quem está de brincadeira, vai a dica – O hospital da cidade de Santa Rosa de Viterbo/SP, assim como muitas outras cidades pequenas, não tem UTI, portanto não tem nenhum leito disponível para um paciente grave infectado pelo Novo Coronavirus. O Hospital não tem condições de atender nem outras doenças graves, tudo é encaminhado para Ribeirão Preto, tudo depende de vaga. Além disso temos inúmeros casos de dengue na cidade, já já começa a época de outras gripes, o Pronto Socorro está super lotado, então imaginem a falta de recursos para conter essa pandemia que se instalou no planeta. Sem pânico, sem brincadeiras, mas com muito cuidado, vamos fazer cada um a sua parte? Vamos ter responsabilidade? Só vá ao Pronto Socorro em casos graves, febre alta, tosse, falta de ar. Casos mais leves, procure os postos de saúde. Se tiver com coriza, por exemplo, hidrate-se muito, alimente-se bem e não saia de casa, se sair leve um lenço para espirrar ou tossir nele. Evite ambientes com muitas pessoas, independente de estar doente. É hora de cuidados pessoais, cuidados com o próximo, reflexão e união.
O vírus se espalha muito rápido
A pandemia do novo coronavírus (que causa a covid-19) já provocou milhares de mortes na China (onde começou) e rapidamente se espalhou pelo mundo. No Brasil, o vírus circula entre a população e há casos de transmissão comunitária (quando não se sabe a origem da contaminação) em São Paulo e no Rio de Janeiro. Se você chegou de qualquer país do exterior, a recomendação, mesmo assintomático, é ficar 7 dias em casa, em isolamento. Não vá a festas, velórios, igrejas, supermercados, etc.
Segundo o Ministério da Saúde, se cuidados básicos para conter o vírus não forem tomados, o número de infectados podem aumentar demasiadamente em poucos dias. Como ocorreu na Itália, o grande avanço da doença tem potencial de gerar um colapso no sistema de saúde, prejudicando o atendimento e colocando em risco a vida de muitos pacientes.

O momento é de aumentar os cuidados com a prevenção. Isso vale para todos. Ao se proteger, você evita que o problema avance e protege todos ao seu redor. Então, evite frequentar lugares aglomerados ou por onde passam muitas pessoas (ônibus, casas noturnas, igrejas, shopping, eventos, lugares com pouca circulação de ar, etc.) Se puder, prefira ficar e trabalhar em casa. Ao se expôr desnecessariamente, você corre risco de ficar doente. E mesmo que tenha apenas sintomas leves da covid-19 (ou nem tenha sintomas), estará sujeito a transmiti-la a quem pode apresentar problemas graves, colocando um número maior de vidas em perigo. Repetimos: não é momento de pânico. Toque sua vida normalmente, tomando sempre os cuidados de prevenção que estão sendo divulgados pela imprensa por médicos renomados.

Se você puder, fique em casa

O secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, declarou que não há regra de prevenção única para todo o país. Mas cuidados básicos devem ser tomados para impedir o avanço do coronavírus. Além de lavar as mãos, cobrir a boca ao tossir ou espirrar e isolar pacientes com covid-19 por até 14 dias, o Ministério já recomenda a redução do contato social (evitar aglomerações, por exemplo) a pessoas sem sintomas.

Alguns especialistas até defendem que é hora de adotar o isolamento para quem tem a opção de ficar em casa. É o caso do virologista e professor no Instituto de Ciências Biomédicas da USP (Universidade de São Paulo) Paolo Zanotto, que declarou em um artigo publicado na quinta-feira (12) na Folha de S. Paulo que é “prudente assumir um risco elevado” o quanto antes. Para evitar um número grande de mortos pelo vírus, ele sugere um regime de isolamento amplo, ou seja, que escolas sejam fechadas e que pessoas trabalhem de casa e evitem sair na rua.

Segundo Zanotto, intervenções como essa antes do crescimento exponencial da doença foram responsáveis pelo comportamento ascendente moderado da covid-19 em Singapura, Japão e Hong Kong. Além disso, a medida impediu a saturação do sistema hospitalar.

O epidemiologista Alexandre Kalache, que dirigiu o programa de envelhecimento da OMS (Organização Mundial da Saúde), declarou que é preciso ter bom senso e fazer o possível para se proteger e também cuidar dos idosos (que sofrem mais com a doença):

Não está na hora de viajar, de ir a lugares com muita gente. Está na hora de evitar aglomerações. Temos que ter cuidado para não espalhar uma infecção grave como essa a pessoas mais suscetíveis”
Alexandre Kalache, epidemiologista

 

Fernanda Maffei, infectologista da Santa Casa de São Paulo e do Hospital Samaritano, diz que, neste momento, não há nenhuma recomendação que prove que o isolamento só de parte da população dará resultado.

“Tem que ser uma ação conjunta. Ou fecha tudo e todos param ou mantém as atividades com parcimônia. Acho que todo mundo deveria seguir uma diretriz conjunta do ministério. As pessoas deixam de ir à escola ou faculdade e vão ao cinema. Não faz sentido.”
Fernanda Maffei, infectologista

Segundo Maffei, manter apenas parte da sociedade (talvez a que tenha maior poder aquisitivo e que tem a possibilidade de fazer home-office) em casa não resolve do ponto de vista de política pública.

Evitar igrejas, shopping, jogo de futebol, eventos fechados e até abertos com muita gente: por que evitar aglomerações?

Em reunião com autoridades de saúde dos estados, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Wanderson de Oliveira, afirmou que, com o início do outono na próxima semana, o vírus pode se espalhar com maior facilidade, principalmente pela aglomeração de pessoas em locais fechados, sem ventilação.

Por esse motivo, o Ministério da Saúde recomenda o cancelamento ou adiamento de grandes eventos esportivos, artísticos, comerciais ou religiosos. Caso não seja possível adiar, a recomendação é que o evento ocorra sem público.

No dia a dia, os especialistas afirmam que alguns cuidados devem ser tomados. Bellei, por exemplo, diz que indivíduos que estiverem com sintoma respiratório (tosse ou espirro), mesmo sem o diagnóstico de coronavírus, devem evitar lugares fechados. “Você precisa ir ver loja agora? Não precisa”, diz. Se não tiver como, os sintomáticos devem sair com máscara. Além disso, a infectologista pede que principalmente os idosos evitem supermercados em horário de pico e igrejas .

Maffei lembra que, sempre que houver um vírus de via respiratória circulando, é preciso evitar lugares fechados e com muita gente por perto, pois isso aumenta o risco de contaminação.

Ao frequentar restaurantes, baladas e bares, o ideal é manter uma distância um pouco maior de outras pessoas e sempre procurar ficar em locais que tenham muita ventilação. Além disso, procure passar álcool em gel ou lavar as mãos por pelo menos 20 segundos, não compartilhar copos e talheres e não colocar as mãos não lavadas em olhos, nariz e boca —”portas” de entrada do coronavírus no organismo.

Fonte: UOL

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Jaque de Bem Autor

Jaqueline de Bem é jornalista por paixão, idealista de coração e amante da verdade. Ajudar o mundo a se comunicar de forma positiva e verdadeira é a sua missão nessa terra.