Gregório do Brasil – Qualidades e Defeitos existenciais

QUALIDADES E DEFEITOS EXISTENCIAIS ALÉM DA VIDA MANIFESTA ATUAL
As dificuldades de relacionamento nos humanos como mandam os “manuais de instruções” do cristianismo, hinduísmo, maometismo, espírita e muitos outros, esbarram – isso é uma dedução particular – na consolidação de qualidades e/ou defeitos existenciais ao longo de ciclos encarnatórios incontáveis. A densidade de cada indivíduo cósmico é diferente uma da outra e densidades semelhantes se aglutinam em função de propriedades comuns. Como lei universal, os afins se atraem e os diferentes, com mais ou menos afinidade se distanciam. Cada grupo tem suas parametrizações conceituais e essa particularidade define agrupamentos de diferentes identidades humanas na convivência em sociedade. A única identidade comum a todos os grupos é a física, com o tempo delimitando o ciclo entre o nascer e o morrer. De feto ao último suspiro o ser em encarnação experimenta a evolução física atrelada ao tempo em eventos contínuos programados automaticamente obedecendo a leis determinadas por um DNA funcionalmente conhecido, e outro que a ciência não descobriu que particularmente acredito – o DNA original da alma acrescido de todas as experiências vividas nos ciclos temporais/atemporais.
Em função disso, indivíduos se agrupam primeiramente em famílias – algumas com membros afinados quase integralmente, outras mais ou menos e muitas com problemas em relacionarem-se particularmente. Se extrapolarmos o raciocínio para a comunidade, o município, o estado e o país, vamos enxergar o porquê de a humanidade, como contingente universal vivendo sob as mesma condições planetárias, não convive irmanamente. Cada sociedade ou nação definida politicamente/territorialmente, possui particularidades culturais, como costumes e regras básicas. Mesmo sob condições impostas por uma constituição, as pessoas transgridem essas regras e a prática humanística constitucionalmente é relegada a segundo plano. Por isso há os círculos de transição com densidade moderada – pode ser o maior contingente em quantidade, mas sem a combatividade dos radicais para impor-se como maioria – entre órbitas sociais de densidades acentuadas e antagônicas, extremadas conceitualmente, embora o universo vital seja o mesmo para a vida biológica de esquerda e direita.
Despretensiosamente apuro esse olhar e vejo particularmente, no reflexo, matizes de vidas pregressas ditando comportamentos temporais e que sua essência original está carregada com experiências relativamente boas e/ou ruins e que esse conteúdo norteia suas ações e acolhe seus pares no estabelecimento de parâmetros que quer sejam seguidos por todos, independentemente de pensamentos e comportamentos diferenciados dos seus.

Assim acredito está a polarização política imbecilizada entre cidadãos rotulados de esquerda e de direita no Brasil, também assim está todos os poderes da República integrados por indivíduos com mais defeitos que qualidades, atuando em causa própria. Por tudo isso é que fica difícil ter uma Nação próspera e socialmente justa. Somos uma mixórdia de almas com espíritos de muitos matizes, vivendo desordenadamente em função de subjetividades (amor e ódio) carente de líderes, integralmente dotados de sabedoria e que patrocinem mudanças estruturais levando em consideração a dualidade do ser e suas diferenças existenciais no contexto social, hoje em peregrinação por essa Terra de Santa Cruz.

João de Bem – 26/09/2019

 

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Jaque de Bem Autor

Jaqueline de Bem é jornalista por paixão, idealista de coração e amante da verdade. Ajudar o mundo a se comunicar de forma positiva e verdadeira é a sua missão nessa terra.