Coluna do Bem – Mosaico

Para aqueles que esqueceram: – mosaico é um tabuleiro onde se juntam pedaços heterogêneos de qualquer natureza – altura, largura, espessura coloração e textura, em qualquer espaço, dispostos de tal maneira que o conjunto represente figuras ou paisagens de expressão artística, como a representação de um objeto, animal, etc. Simbolicamente pode estar em áreas maiores como numa praça, rua ou jardim, ou ainda numa composição de acidentes geográficos formados naturalmente pela mãe-natureza…

Se fosse possível, mas não é, ao escultor, artista plástico desenvolver qualquer obra no universo com sua imaginação sobre o conjunto de eventos no espaço-tempo de um dia, relacionando desde um cão que some até o muro de Trump, o asfalto na rua lateral onde está o Gricki, passando por territórios e comunidades as mais variadas no Planeta Terra, montando lado a lado cidades, aldeias, países, regimes políticos e seus integrantes, o dono do bar da esquina e suas razões, os grandes empresários e suas empresas, os trabalhadores, as igrejas e seus pastores, os animais livres e os confinados para morrer… Enfim até o que ainda está para ser criado. O autor expressaria o retrato do viver sobre a Terra em visão tridimensional – do Paraíso ao oposto integrado sistematicamente por pedras no caminho de Drummond, para não dizer das guerras bélicas, ideológicas, religiosas. Também dos desastres recentes de Mariana, Brumadinho e CT do Flamengo.

O Brasil está no mosaico terrestre – essa peça com território de oito milhões e quinhentos e dezesseis mil quilômetros quadrados é uma das maiores peças no planeta. A parte Brasil tem lá um conjunto de estados formando um mosaico dentro da peça maior. Cada um desses estados possuem seus municípios com particularidades também contidos ali.

A visão espacial é de um globo girando devagar composto por porções em alto e baixo relevo, cores que vão do verde das matas ao azul dos oceanos. A vista a curta distância é de cidades e florestas, mares, rios e lagos e lá vamos nós entreverados em lutas por espaço, dinheiro e poder compondo o quadro mais conflitante da existência humana – o retrato da desumanidade entre seres semelhantes. Nesse contexto ainda não chegamos a nenhum contorno sobre o que queremos coletivamente e por isso os altos e baixos sociais estão sempre mudando de posição. O Brasil, politicamente está colocando mais uma peça disforme no espaço histórico do País.

A peça montada por último tinha contorno agressivo com nuances de vermelho, a de agora se propõem verde amarelo. Os artistas ainda não se entenderam e o espaço por enquanto está quase vazio de conteúdo que possa dar noção do projeto propagado na campanha. Veremos se ao final teremos realizações como no canto entoado ou desculpas atribuindo ao violino desafinado da oposição a culpa por não avançar com a melodia das reformas em quatro anos de concertos proporcionados por instrumentistas briguentos e maestro intempestivo!  A plateia aguarda ansiosa por melhores acordes!

Deixe seu comentário

João de Bem Autor